10 de junho de 2015

Outras feminices


Espelho, espelho meu... Existe alguém mais descabelada do eu?

Estou me tornando especialista em mudança de vida. Já foram tantas vidas diferentes dentro de uma só que corro o risco de me perder nas lembranças. 

Quando engravidei da Melina eu fiquei super vaidosa, mais do que era normalmente. Acho que gerar uma menina me despertou para feminices. Comprei vestidos, usava saltos (sim, desci do salto para ir para a sala de parto), maquiagem e sem contar que o cabelo ficou maravilhoso com todos os hormônios em cena.

Depois que o bebê nasceu foi uma reviravolta. Como tive alguns problemas e dificuldades com a amamentação, fiquei totalmente em função disto por dois meses e senti como se tivesse despencado dez andares. Mal conseguia tomar um banho sossegada, o cabelo vivia preso em um rabo de cavalo, não conseguia passar nem uma base no rosto, mal conseguia escovar os dentes. Unhas abandonadas a própria sorte.  Lembro até hoje a primeira vez que me maquiei minimamente - aquela maquiagem básica para tirar a cara de quem acabou de acordar - para sair pra passear com a Melina. Parecia que eu estava voltando à vida. 

Eu adoro maquiagem e não saio de casa sem ela.
Mas fui lembrada de que ela não me define.


Até hoje - já se foram quase onze meses - ainda não consegui retomar totalmente minhas rotinas de beleza - insisto, as básicas. Ainda vivo a maior parte do tempo de rabo de cavalo. Os banhos ainda são corridos. E as roupas, esse capítulo eu prefiro deixar para um post exclusivo. Metade eu perdi, e a outra metade não tem nada a ver com estilo mãe-com-criança-a-tira-colo.


Desafio para mães com bebês pequenos: Auto-maquiagem básica em 5 minutos.

Mas o que eu descobri com tudo isso é que a gente se cobra demais. A gente se impõe rotinas - de beleza, de vestir, de comer, de comprar, de parecer - e acabamos nos confundindo com essas rotinas. Quando não podemos sustentá-las por algum motivo, por falta de tempo, dinheiro ou motivo de doença ou outro qualquer, ficamos nos sentindo mal, como se não fôssemos mais nós mesmas. Somos muito duras e intransigentes com nós mesmas.

Bijuterias e acessórios de mãe. O melhor playground para crianças que existe na face da terra.


De repente, percebi que eu continuava sendo eu mesma, meio que a contragosto confesso, ainda que de cabelo preso, sem a maquiagem, as roupas elegantes usadas para trabalhar, os saltos, as jóias e bijuterias (são poucas as que as crianças não arrancam ou quebram). De repente, aquela criatura no espelho, vestindo calça jeans, camiseta e havaianas. Em casa, cozinhando para a pequena, trocando fraldas, amamentando ou rolando no chão. Aquela pessoa tão diferente no visual era eu mesma. Mesmas idéias, mesmo potencial mas com uma nova história e novas experiências para contar. 


Perfumes mil. No começo eu evitava minhas fragâncias mais fortes por causa do bebê.
Cheguei até a esquecer de alguns perfumes!


Percebo agora que muitas das pessoas que criticam mulheres que se tornaram recém-mães pelo seu "aparente desleixo" assim o fazem porque não entendem que não se trata de desleixo. Não entendem que aquela mulher está vivendo uma fase completamente nova e diferente. Leva tempo para se ajustar. Aliás, leva tempo para se redefinir porque nada mais será como era antigamente. Você pode voltar para suas roupas, mas será outra pessoa, e isso muda tudo. 


Um cantinho para se olhar verdadeiramente... e se enxergar.

Existem muitas formas de ser feminina e o fundamental é que sejamos nós mesmas. Com maquiagem ou sem, descabeladas ou alisadas, de salto ou de pé no chão, na seda ou de camiseta. Não importa. Descobrir a mulher de verdade que existe para além de todas estas capas é uma aventura - nem sempre fácil - mas essencial.



24 de abril de 2015

O be-a-bá das papinhas - Post 2


Quero contar pra vocês sobre o que eu comprei, e o que realmente usei em matéria de utensílios, louças e babadores para meu bebê.

Hoje em dia não é nada fácil comprar itens de alimentação para um bebê, devido a variedade de marcas e itens. Há muitas coisas completamente supérfluas, e que só servem para você jogar fora o seu dinheiro. Além disso, há todo um discurso sobre materiais, formatos e outras estórias que, no final das contas, não faz diferença nenhuma. Eu lembro de um pratinho com uns bichinhos desenhados no fundo, e na embalagem dizia que os desenhos serviam para estimular o desenvolvimento da criança. Sinceramente, acho que algumas marcas forçam a barra do consumidor. Não vai ser o coelhinho que vai fazer o seu filho comer mais ou menos, pior ou melhor, convenhamos!

Você não vai precisar de muitas coisas. Para a fase inicial de amamentação, eu comprei um kit bem básico da Avent e nem usei tudo o que comprei. 

Nos primeiros seis meses

Esterilizador de mamadeiras para microondas. Comprei e usei bastante. Usei para esterilizar peças da bomba extratora de leite e, ainda hoje, uso para esterilizar potinhos para congelamento de papinhas. 


Mamadeiras. Comprei quatro unidades da marca Avent, duas grandes e duas pequenas. Usei as duas pequenas somente. Melina quase não usou mamadeira porque foi amamentada exclusivamente no peito, salvo cinco episódios que precisei me ausentar, e o pai ministrou o leite que deixei congelado em casa. Se você tem o firme propósito de amamentar seu filho no peito, não invista muito em mamadeiras. Tenha duas para emergências.  

Bomba extratora de leite. Foi fundamental na minha vida. Uma amiga me emprestou a bomba elétrica da marca Medela e é ótima. Usei intensamente nos primeiros quatro meses de vida da Melina, porque meu leite demorou para descer, depois empedrou e precisei fazer muitas massagens e retiradas de leite com a ajuda da bomba. Sem contar o leite que precisei congelar para os dias que precisei me ausentar. Item básico, fundamental, essencial e que vale cada centavo. Mas você pode alugar também. Muitos grupos de amamentação prestam este serviço.




A partir do sexto mês, com o início das papinhas


Panela com cesta para cozimento a vapor. Eu já tinha este item na minha cozinha. Utilizo bastante para cozinhar legumes no vapor para as papinhas, mas você pode usar uma panela tipo cuscuzeira, ou cozinhar os legumes na água. 

Mini processador. Eu tinha em casa um mini processador da Black&Decker que comprei para preparar temperos. Pois este pequeno eletrodoméstico tem me servido muito para preparar creme de frutas e papinhas. Por ser pequeno e possuir poucas peças torna-se muito prático de usar e rápido para lavar. 




Liquidificador. Tenho um super liquidificador com copo de vidro, que aguenta processar altas temperaturas e é ótimo para lavar, pois não fica engordurado nem com cheiro de comida. As papinhas de carne, frango e feijoadinha eu processo no liquidificador devido a temperatura (eu tiro quente da panela, processo e congelo imediatamente), a textura (a lâmina do liquidificador processa melhor as fibras da carne e do frango) e porque é mais fácil de lavar no final, sem ficar cheiro.

Copo de treinamento. Posso dizer que Melina foi do peito para o copo de transição, praticamente sem passar pela mamadeira. Comprei o da Avent mas não funcionou. O melhor copo, o que Melina aceitou com facilidade, foi o da Nuk, com bico de silicone para idade +6 meses. É caro, mas resolveu meu problema. Vou até comprar mais um. Eu não estava conseguindo fazê-la beber água. Já não é muito fácil fazer os bebês beberem água no início, com um copo que dificulta, pior ainda. Recomendo este da Nuk.



Pratos. Não comprei. Tenho potinhos de louça, que eu usava para sobremesa, nos quais cabe a porção exata que minha pequena come no almoço e jantar. Coloco sobre um pires ou prato de sobremsa para quando cair um pouco em volta. Ela já tentou pegar o prato e puxar para fazer bagunça. Mas eu a educo para não fazer isso, e ela parou de puxar. Eu costumo dar algum brinquedinho para ela segurar enquanto come. 

Colheres. Como o copo, a colher de silicone fez diferença para mim. A colher da Avent é dura e muito pequena. Comprei duas colheres de silicone da marca Girotondo que, por ser molinha, é mais fácil de colocar na boca da criança e movimentá-la, sem a preocupaçnao de machucar a gengiva. Item importante. Tente algumas até encontrar a que melhor se adapta pra você e seu bebê.

Existem algumas no mercado que acusam se a temperatura da comida está quente demais, mas eu acho isso bobagem. Eu sempre provo a comida que dou pra Melina.




Babadores. No início eu comprei um babador que a criança veste, todo feito em plástico. Parece um aventalzinho. Desastre total. A comida e os líquidos caíam e escorriam, sujando tudo e todos. Os melhores babadores são os de tecido na frente, forrados com plástico no verso. O tecido absorve o que cai, não escorre nada. E o verso de plástico impermeável não deixa a criança ficar molhada. Recomendo ter vários. Eu tinha meia-dúzia mas já providenciei mais. No início eu usava um babador por referição. Com o tempo, Melina aprendeu a comer e eu peguei o jeito, passando a sujar bem menos. 

Potinhos para congelamento de leite e papinha. Comprei um kit básico da Avent com um monte de potinhos plásticos - livres de BPA. São uns vinte potinhos, dez grandes e dez peqenos. Uso bastante, mas atualmente estou congelando algumas papinhas em potinhos de vidro. Eu realmente prefiro vidro para manipular e higienizar. 




Paninhos de prato ou jogo americano. Separei uns panos de prato coloridos para forrar a mesa e dispor o prato, a colher, o copo, os guardanapos e tudo mais. Eu literalmente coloco a mesa para a Melina, mesmo ela sendo um bebê de apenas nove meses. Acho mais fácil colocar a mesa e ter tudo a mão, e também acho importante educá-la desde sempre. Ela já está tão acostumada que não puxa o pano nem o prato. Ela já reconhece a mesa posta para o almoço e jantar, e fica dando pulinhos e jogando o corpo para a frente para comer. 

Paninhos de boca. Os tais paninhos de boca que utilizei quando Melina ainda era recém-nascida, e também por volta dos três meses - quando os bebês passam a babar muito - me servem agora para limpar a boca ou respingos de comida que caem na mesa, no meu colo ou coisa parecida. Estão meio surrados, mas continuam fazendo um belo serviço. 

Avental de cozinha. Eu sempre visto um avental de cozinha quando vou preparar as refeições e dar as papinhas para Melina. Comprei dois aventais bem bonitos, estampados. Isso ajuda a proteger minha roupa de eventuais respingos.

Cadeirão ou cadeira portátil. Resisti muito para comprar o cadeirão porque eu achava um trambolho, que iria ocupar muito espaço na minha cozinha. Dos seis ao oito meses, Melina comia sentada no meu colo, de frente para a mesa. Deu certo. Mas ela cresceu e começou a querer brincar e jogar coisas no chão. Daí achei que já era hora de sentá-la corretamente e educá-la a se comportar na mesa. Optei por um modelo de cadeira portátil da marca Cosco. Além de ter um preço mais acessível, achei mais prática. Quando dobrada - o encosto abaixa e encaixa no assento - fica bem pequena e pode ser guardada em qualquer canto. Coloco-a sobre uma das cadeiras da minha mesa de jantar. Também é fácil de limpar quando cai alguma comida ou líquido pois ela é toda fesita em plástico, sem tecido. E você ainda pode levá-la em viagens.





Esta é minha lista completa de itens que utilizo no meu dia-a-dia com a Melina. Vale ressaltar que este post não é patrocinado por nenhuma marca, que todas as minhas recomendações e indicações são resultado do uso e do bom resultado que obtive na tarefa de alimentar meu bebê.



20 de abril de 2015

Terras imaginárias


Imagem via http://ignitelight.tumblr.com/


Eu fui do oito ao oitenta. Depois de vinte anos de dedicação exclusiva aos estudos e a carreira, agora estou exclusivamente dedicada à minha família, nossa casa e vida doméstica. Se está sendo fácil? Claro que não. Mas meus valores e crenças me dizem que esse momento de vida era necessário e que, no futuro, terei mais gratidão a este momento do que sou capaz de imaginar hoje. Como tenho tanta certeza? Meu coração que falou. 

Sério, tenho pensando muito sobre esse viver nos extremos. Como se a vida fosse uma corda com duas pontas. Em um momento eu puxava de um lado, e agora puxo do outro. Ou como se a vida fosse dividida em duas terras diferentes, com uma ponte no meio. Ou você está de um lado ou do outro. Eu me pergunto: Porque não vivi as últimas duas décadas com um pouco mais de equlíbrio? Até agora encontrei três respostas somente:

Devido a origem humilde de minha família, fui educada pelos meus pais para estudar, estudar, estudar e "ser alguém" nesta vida. Com os estudos eu conseguiria uma vida melhor, melhor do que a luta diária na qual eles viviam, trabalhando muito, ganhando pouco, construindo sempre. Apesar da minha mãe me levar com ela no supermercado, me ensinar como se faziam as coisas dentro de casa, meu foco era estudar e trabalhar, pois sempre estudei & trabalhei

Devido ao fato de ter morado até os vinte e nove anos na moradia cedida pelo emprego do meu pai. Meu pai foi porteiro zelador em um edifício no Rio de Janeiro por mais de trinta anos. Cresci lá. Era a nossa casa, mas não era a nossa casa, entendem? A gente não podia reformar nem mexer muito nas coisas. Além disso, o sonho dos meus pais era a casa própria. Acho que isso impediu que nos apropriássemos daquele espaço (ainda que temporariamente). Talvez por isso eu tenha crescido sem um vínculo (ou intimidade) com decoração, apropriação e organização dos espaços. Apesar de morar naquela casa, eu precisava estudar e trabalhar para poder sair dali.

Quando meu pai se aposentou e minha família se mudou para a sonhada casa própria que virou realidade, eu não os acompanhei. Eu estava iniciando a minha carreira em Moda. Meus pais se mudaram para o nordeste e eu fiquei no Rio, viajando pelo Brasil a trabalho. Eu tinha trinta anos de idade. Dali em diante começaram as minhas andanças e viagens para trabalhar. Por mais de dez anos eu trabalhei em cidades diferentes da qual eu residia. Eu passava a maior parte do meu tempo em hotéis (por isso gosto tanto do filme Amor sem escalas). Na minha casa, no apartamento alugado que eu tinha no Rio eu só ia trocar a mala, passar uma semana ou final de semana, e embarcar novamente. Até depois de casada, morando em São José dos Campos, eu viajava para trabalhar em Santa Catarina (novamente morando em hotéis durante a semana) ou para São Paulo e pelo mundo. Sempre trabalho, trabalho, trabalho. 

Eu não cozinhava, salvo raras exceções nos finais de semana. Uma macarronada ou algo parecido. Eu não planejava compras de supermercado. Comprava frios, vinhos, comidinhas. Mas comprar arroz, feijão, saladas, frutas... tipo cesta básica? Não, nunca. Administrar a despensa? Não precisava. Se não tivesse comida, a gente saía para comer fora. 

Fazer da casa um espaço funcional e organizado, ao mesmo tempo aconchegante, agradável e criador de boas memórias? Não era assim que eu via meu espaço doméstico. Comprava coisas que eu achava bonitinhas - um edredon, um vasinho de planta, flores. Mas não era nada muito pensado. Nós estávamos em casa somente a noite. A diarista vinha, ia embora e a gente nem se via. Eu até gostava de decoração mas não sabia nem por onde começar. Foi daí que nasceu o blog, para reunir minhas pesquisas na internet sobre idéias legais para a casa. Mas a verdade é que eu não conseguia ir muito além disso. 

E, pelo que incrível que pareça, a casa sempre foi limpa e arrumada. Nunca vivemos na bagunça nem na sujeira. Mas eu não tinha intimidade com esse lado doméstico da vida. Com a chegada de Melina, veio a reforma do nosso apartamento, a pausa na minha carreira e a permanência diária dentro de casa. Senti que as coisas mudaram. Passei a organizar o dia-a-dia, planejar cardápios e as compras de supermercado (que agora, com os preços pela hora da morte, torna-se mais do que necessário), otimizei rotinas doméstcas. Encontro com a diarista duas vezes por semana. Deixou de ser diarista, tornou-se uma pessoa fundamental e parceira na nossa vida. 

Então estive refletindo a respeito desses extremos nos quais vivi. Acho que muita gente passa por isso. Dedica-se tanto ao trabalho que nunca teve tempo - ou vontade, foco ou necessidade - de saber cozinhar o próprio almoço. Aprender a pór uma mesa para que ou para quem? Criar rotinas para manter a casa funcionando e sob controle? Mais fácil deixar virar uma bagunça e depois tirar um final de semana para pôr tudo em ordem. Pior... Acredita-se que esse lado da vida é menor, menos valioso e menos interessante do que o lado "carreira-trabalho-emprego-dinheiro" da vida. 

Quando Melina nasceu, me conscientizei de que sou responsável por uma parte importante das memórias que ela terá de sua infância. Momentos, palavras, hábitos, cheiros, sabores da infância. Foi isso que me fez parar e me dedicar a construir um lar que fosse capaz de oferecer isso a ela. Se eu continuasse trabalhando, viajando e me ausentando como eu vinha fazendo antes dela nascer, eu não seria capaz de criar esse ambiente para ela e minha família. Abrir as janelas e dar bom dia sem pressa para o meu pinguinho de gente, que se espreguiça no berço. Cheiro de café e torrada pulando para despertar o dia. Cheirinho de refogado, mesa posta, um brinde para começar. Passeios no sol na pracinha. Um cochilo gostoso no meio da tarde. Um tapete aconchegante para rolar no meio das brincadeiras. Banho quentinho, pijama passado e cheiroso, colo de mãe para dormir.  Não temos pressa, não tenho que sair correndo para lugar algum. 

Tudo isso me faz pensar que, visando o melhor para o futuro dos filhos, às vezes os pais enfatizam demais um único aspecto da vida, cobrando que se dediquem quase que exclusivamente a este aspecto e deixando os demais de lado. Nessa vida quase que unilateral, é difícil até ter maturidade emocional para lidar com certas questões que pertencem ao terreno externo ao mundo do trabalho. Percebo a importância de educar os filhos para o equilíbrio. 

Indo de uma ponta a outra, encontro-me agora em outro extremo. Como seu eu tivesse atravessado a ponte e chegado nessa outra terra "família-casa-vida doméstica". Continuo dedicada a um aspecto somente e percebo a importância crucial de começar a aproximar os meus mundos, antes imaginariamente distantes. O caminho do meio ainda é o grande desafio do meu viver.


8 de abril de 2015

Dica prática de organização


Não precisa parar um dia da sua vida para arrumar a casa.
Vá organizando por onde for passando.
Imagem via web sem referência de autoria.

Depois de ter lido alguns livros sobre organização (sobre os quais farei um post especial em breve), consegui absorver algumas dicas práticas no meu dia-a-dia. Algumas delas são muito simples mas realmente funcionam, o que me deixou bem feliz. 



"Se algo pode ser feito em até dois minutos, 
faça agora." 


Essa dica dos dois minutos varia de livro para livro. Alguns falam de um minuto, outros de dois e outros de três minutos. Eu decidi adotar a regra dos dois minutos. Enfiei essa regra na minha cabeça e a exercitei diariamente durante um mês. Todos os dias, o dia todo. Fiquei impressionada com a quantidade de coisas que podem ser feitas em apenas dois minutos, e como o resultado no final do dia faz diferença para a manutenção da organização da casa e da vida.

Se esforce para sempre devolver as coisas aos seus devidos lugares.
É mais rápido do que sair catando tudo depois.
Imagem via web sem referência de autoria.


Sabe aquele prato, copo e talheres sujos do café da manhã que você deixou na pia? Podem ser lavados em menos de 2 minutos;

A cama que você ficou com preguiça de arrumar e deixou toda bagunçada? Com a ajuda de um edredon ou colcha você pode deixar a cama arrumada em menos de dois minutos;

A toalha molhada e embolada de qualquer jeito no banheiro? Menos de um minuto para pendurá-la estendida para deixá-la secando;

Os brinquedos do bebê ou da criança espalhados pelo chão? Dois minutos para guardar;

Aquele telefonema para agendar uma consulta? Dois minutos;

Dar uma olhada na sua agenda para ver se não esqueceu de alguma coisa para fazer? Dois minutos dá e sobra;

Dar uma olhada na geladeira, nas frutas e elaborar uma lista de compras para uma ida ao supermercado? Dois minutos;

Retirar frutas, verduras e legumes passados e jogá-los fora para não apodrecerem e dar mau cheiro na sua cozinha? Dois minutos;

Pegar a roupa que você acabou de tirar ao chegar da rua e pendurá-la no cabide? Dois minutos;

Devolver um objeto que estava fora do lugar - bagunçando o ambiente - e devolvê-lo para o seu lugar correto? Dois minutos.

Um minuto para guardar a toalha pendurada no seu devido gancho.
Para quando você for tomar banho novamente ela estar seca, e não toda embolada e úmida.
Imagem via web sem referência de autoria.


Passou no banheiro? Recolha as toalhas molhadas e pendure no secador. Dois minutos!
Imagem via web sem referência de autoria.


Colocar o lixo pra fora. Dobrar duas ou três camisetas que ficaram jogadas encima da cama, na hora que você estava se decidindo com que roupa sair, e guardá-las no armário. Recolher um sapato que ficou jogado e colocá-lo na sapateira. Guardar uma panela ou travessa no armário da cozinha. Recolher um ou dois copos que estão fora do lugar.

Em dois minutos você separa por cor as roupas para lavar e as coloca dentro da máquina.
Num outro momento você gasta mais dois minutos para programá-la e ligá-la.
Roupas sujas acumuladas nunca mais!
Imagem via web sem referência de autoria.

Não precisa fazer tudo de uma só vez, porque aí deixará de ser apenas dois minutos. Mas, a medida que essas coisas forem atravessando o seu caminho dentro de casa, se pergunte: Posso organizar. arrumar, limpar, providenciar, resolver, solucionar isto em dois minutos? Posso tirar isso da minha frente em dois minutos? Se a resposta for sim, faça imediatamente. Não pense. Apenas faça.

Essa dica de organização foi especialmente importante para mim porque, com bebê, não é possível se programar para nenhuma atividade de longa duração como, por exemplo, organizar o armário, fazer faxina na cozinha, arrumar a sala. Bebês muito pequenos não negociam a espera. é certo que a criança vai solicitar minha atenção bem no meio da atividade. Então, fracionar as atividades em pequenos blocos de poucos minutos me ajudou muito a manter as coisas minimamente arrumadas e funcionando. Com um pouco de disciplina e rotina eu não acumulo bagunça, desordem nem atividades pendentes. 

Experimente pôr essa dica em prática, diariamente, ao longo de uma semana e depois me diga se você sentiu diferença na sua casa e no seu cotidiano.

Só um detalhe: Se você não se organiza porque não tem tempo, essa regra vale ouro. Mas não permita que redes sociais e email roubem esses minutos preciosos do seu dia-a-dia. Celular e computador acabam tomando mais tempo do que podemos imaginar.



7 de abril de 2015

O be-a-bá da papinha - Post 1


Imagem pesquisada na web, sem referência de autoria.


Quando o bebê começa a comer papinhas, a rotina da cozinha e da mãe mudam também. A maioria  reclama porque é um trabalho a mais e, nem sempre, a adaptação da criança é fácil. 

No início, eu tive algumas dificuldades para criar uma rotina de cozinha específica para as comidinhas da Melina e, conversando com outras mães, ficou claro que a maioria tem dúvidas, dificuldades e apreensões no momento de adaptar o bebê com a nova alimentação.

Por conta disto, decidi escrever uma série de posts compartilhando minha experiência, e dando algumas dicas de como faço no dia-a-dia com a minha pequena.

Antes de falarmos das papinhas propriamente ditas, há algumas coisas que acho importante dividir com vocês:

Nos primeiros seis meses de vida, só leite materno
A primeira coisa que toda mãe deve saber é que, até os seis meses de vida, o bebê não precisa de nenhum outro alimento além do leite materno. Nem água. Sim, isso mesmo. Nem água. O leite materno é um alimento completo que hidrata, nutre e fornece todos os anticorpos que o bebê precisa. Por isso, até o sexto mês, não se preocupe em adaptar o bebê com papinhas ou sucos.

Alerta: Não se deixe abalar pela pressão de avós, tias, amigas e demais pessoas que vão tentar te convencer a iniciar a alimentação do bebê precocemente. Ainda não descobri porque as pessoas ficam tão ansiosas para retirar o bebê do peito da mãe, e introduzir alimentos ainda no quarto ou quinto mês de vida. Não ceda. Seu bebê não precisa dessa comida além de não possuir maturidade intestinal para isso. Até o sexto mês, só leite materno.
Observação importante: Para os casos de mães que não conseguiram amamentar seus bebês por motivos vários, há fórmulas especiais para este fim.

Confie no seu pediatra
A partir do sexto mês, o pediatra provavelmente vai passar orientações específicas quanto a introdução de alimentos, água e alguns complementos vitamínicos. Vale dizer que a orientação dos pediatras varia bastante, e sugiro que você confie no médico que você escolheu. Se você ficar comparando com as orientações dos pediatras dos filhos das suas amigas, tem grande chance de ficar desorientada diante de tantas contradições. Portanto, confie no seu pediatra e no seu "instinto materno". 

No nosso caso, o pediatra liberou primeiramente um lanche de fruta e o almoço, por dia. De resto, Melina se alimentava de leite materno. O jantar foi lberado com sete meses e meio, e após o oitavo mês de vida foi introduzida uma fruta como sobremesa após o almoço. A orietação que eu tive foi para oferecer sempre as frutas e não os sucos. Basicamente por dois motivos: Com o suco, a criança sempre acaba ingerindo uma quantidade maior de fruta (em outras palavras, mais açucar), e com uma quantidade muito reduzida de fibras, que acabam ficando no bagaço que resta na peneira ao coar o suco. Em um post específico vou explicar como preparo as frutas para a Melina.

O medo do novo
É muito comum as mães ficarem inseguras e com um pouco de medo no início da alimentação do bebê. Se você se sente assim, você é uma ótima mãe e totalmente normal. Se esforce, no entanto, para não passar isso para a criança. Para o bebê, tudo é novidade e eles costumam se divertir com isso. Mas, se você fica tensa, séria, nervosa, falando sem parar, cantando, pulando para distrair o bebê na hora de comer, o mais provavel é que ele acabe ficando agitado, tenso e hiperestimulado, o que pode fazê-lo recusar a comida. Portanto, um ambiente calmo e uma mãe tranquila são fundamentais nesse momento. Vamos falar disso adiante. 

É apenas uma refeição
Você vai precisar de alguns utensílios específicos que vão ajudar na tarefa de alimentar o bebê, mas não será necessário comprar muitas coisas. Resista a tentação de comprar pratinhos, colheres, copos, babadores demais. Vá testanto aos poucos. Falarei do enxoval de alimentação do bebê em um post específico e dos itens que deram certo aqui em casa.

Ser natural não significa que será automático
Muitas pessoas pensam que, pelo fato do ato de comer ser da natureza do ser humano, isso significa que você não precisa ensinar a criança a comer. Engano. O bebê sabe sugar o peito da mãe ou a mamadeira. No início ele terá o reflexo de jogar a língua para fora e, consequentemente, cuspir a comida fora. Isto é muito comum. Não significa que o bebê não gostou da comida, apenas que ele não sabe o que fazer com ela. Com paciiencia, um pouco de insistência e jeito, o bebê aprende a abrir a boca para receber a colherada de comida, e depois engoli-la.

Essas foram algumas observações iniciais que julgo importante quando o assunto é o "be-a-bá das papinhas". Fiquem de olho nos próximos posts da série.