20 de julho de 2014

Comprar o enxoval fora do Brasil


"É o que está dentro de conta".
Um lembrete muito importante em frente a Liberty de Londres.
Imagem Dulci Dantas


Virou moda viajar para o exterior para comprar o enxoval do bebê. Muitas pessoas falam sobre isso como uma necessidade, uma obrigação, como se não fosse possível comprar o enxoval por aqui mesmo. Todo mundo comenta dos preços, que são muito mais baratos fora do país. Sim, os preços são melhores, e às vezes, a qualidade também. Mas não devemos esquecer dos custos da viagem e da condição de pagamento à vista sem possibilidade de parcelamentos.

Quase todo mundo que me conhece, e que sabe que eu viajo bastante para o extterior a trabalho, ficou surpreso quando eu disse que não faria essa tal viagem de compras de enxoval. Não, eu não iria nem para Miami nem para Nova York. Na verdade, o que aconteceu comigo é que viajei para Londres a trabalho por uma semana, e lá consegui comprar algumas coisas que precisava: Somente roupas e alguns itens de alimentação e higiene. Comprei pouco, se comparado com o que vejo as pessoas comprando em viagens. Além de só conseguir comprar fora do horário de trabalho, o espaço na minha mala era bem limitado. Eu não comprei os itens grandes nem caros, que constituem o principal motivo pelo qual as pessoas viajam para comprar. Deixei o carrinho e o bebê conforto para comprar aqui mesmo no Brasil, com calma e valor parcelado.

O que eu tenho a dizer a respeito de viajar para comprar é o seguinte: Os preços são bons, a qualidade é boa, mas é preciso estar com uma lista bem planejada e com um roteiro organizado. Do contrário, é fácil se perder e acabar andando demais, gastando além da conta, além de comprar errado e voltar para o Brasil com malas explodindo. Saber onde ir, o que comprar (veja um post sobre enxoval AQUI) e até quanto gastar. Para isso, é indispensável uma lista de compras, a relação de endereços e mapa, além de uma calculadora.  E uma dica extra: Quando compro em dólar eu multiplico o preço da etiqueta por 3, e quando compro em libras multiplico por 4, independente da cotação do momento. Com isso, eu nunca tenho surpresas quando recebo a conta do cartão.

É muito importante ficar atento aos tamanhos das roupinhas, sobretudo se você, assim como eu, for mãe de primeira viagem. A modelagem varia muito.  Por esse motivo, não aconselho comprar tudo de uma única marca, pois se a modelagem não vestir bem o seu bebê você terá o problema em todo o enxoval.

Eu, de minha parte, tive uma boa experiência pois eu sabia exatamente aonde ir, o que eu queria comprar e tinha um orçamento muito bem definido assim como um espaço muito restrito na minha mala. Em outras palavras, não podia comprar muito, pois eu estava em uma viagem de trabalho e não a passeio. 

Viajar é bom mas, para mim, lugar de grávida é em casa (ou bem perto de casa).
Imagem Dulci Dantas

Contudo, minha médica não me apoiou a fazer a viagem em nenhum momento. Eu fui por causa do trabalho, com quase cinco meses de gestação. Achei que ela estava exagerando e que não tinha problema nenhum viajar, mas depois que voltei para casa mudei de opinião: "Lugar de grávida é em casa". 

Não vou defender nenhum tipo de radicalismo, vou explicar a MINHA experiência e porque mudei de opinião. Inevitavelmente, em uma viagem ao exterior, é comum andar demais. Subir e descer escadarias (de lojas e metrô). Acabei carregando mais peso do que devia. Por mais que eu conheça bem a cidade e os restaurantes, abusei da comida e sempre há aquelas situações em que eu acabei comendo "porcarias" que não devia por pura falta de opção. No final do dia eu estava muito cansada, sempre. Prometia que pegaria leve no dia seguinte, mas quando ficava diante daquela loja de departamentos gigante eu queria aproveitar e acabei exagerando a dose

À noite, não havia garantia de sono bom e reparador porque tudo era diferente do que eu estava habituada: A cama era diferente, os travesseiros, o ambiente de hotel, além do que eu havia comido no jantar. Quando estou em casa eu tenho o hábito de jantar comidas bem leves, mas durante uma viagem em que você trabalha andando o dia inteiro, a noite bate uma fome maior que o normal. E haja cházinho! O cansaço em excesso não colaborava para um a noite de descanso. Custava para dormir. 

Mas algo que poucas pessoas pensam quando vão viajar em situação de gravidez é que, dependendo do clima, você fica muito vulnerável. Estava frio em Londres, e quente devido aos aquecedores dentro das lojas. Eu poderia ter facilmente me resfriado (ou coisa pior), como já aconteceu tantas vezes. Escapei desta vez, dei sorte. Além disso, os ambientes de grandes magazines, shoppings e principalmente aeroportos não tem um ar muito saudável por serem fechados, e também devido a aglomeração de pessoas. Disso eu só me toquei no vôo de volta para casa, lotado, quando uma senhora super doente - tossindo e espirrando muito - sentou do meu lado e viajou doze horas passando muito mal. O ar condicionado do avião estava gélido, apesar de termos reclamado inúmeras vezes com os atendentes de vôo, sem sucesso algum. Ali eu percebi que corri um risco enorme de ficar doente. E não poderia tomar quase que nenhum remédio, pois grávidas tem uma restrição enorme quanto a tratamentos e medicamentos. Quando desembarquei, depois de várias idas ao banheiro, de uma alimentação péssima no avião, de ter virado uma noite em claro e com frio apesar dos casacos, pashmina e cobertor, eu tinha os pés inchados e um cansaço no corpo que me alertou que precisava rever alguns conceitos. Gravidez não é doença e ninguém precisa preciso ficar trancada em casa mas, depois dessa, eu decidi que não iria viajar mais para lugar nenhum. Havia uma prioridade máxima em minha vida que estava exigindo que eu mudasse algumas atitudes, dissesse "não" para algumas situações e pegasse leve na rotina. Por isso eu digo que "lugar de gestante é em casa".


19 de julho de 2014

Banheiro novo com tudo no lugar

Um banheiro com visual mais feminino.
Imagem Dulci Dantas
 

Ter reformado o meu banheiro foi assim... um sonho! Na minha suíte tínhamos um banheiro antigo, com revestimentos velhos e escuros, box fumê (ai como eu não gostava dele de jeito nenhum!!!) e metais muito antigos. Enfim, era um banheiro que não tinha nada a ver comigo.

Na reforma tive a oportunidade de trocar tudo. Além de revestimentos claros e metais novos, louças brancas, fizemos também um novo gabinete sob medida. Ele chegou esta semana e eu já fiquei feliz da vida com o resultado, agora tenho onde guardar tudo!


Imagem Dulci Dantas

O espaço não era muito grande, mais ou menos um metro. Em uma metade do móvel optei por dois nichos, separados por uma prateleira (uma para mim e outra já com coisas de banho de criança), e do outro lado eu optei por três gavetas, e é sobre elas que eu quero falar. 

























Na primeira gaveta (foto abaixo), pequena e mais rasa, eu guardo toda a minha maquiagem. Como em tudo que diz respeito a beleza, aparência e closet eu optei por ter somente o básico de uso diário, então NÃO tenho dezenas de estojos de sombras e blush e pó e BBCreams e batons mil. Tudo coube nessa gaveta, que eu abro pela manhã, dou aquele "up" no visual e só volto a abrir a noite para os cremes noturnos.  Adorei! Tudo arrumado e em um só lugar.

Há muito tempo reduzi minha maquiagem ao básico e ao que realmente uso no dia-a-dia.
Minha marca favorita de maquiagem é a Clinique e para cremes eu gosto da Mantecorp (ótima demais!!!), e as francesas Avene e La Roche Posay.
Imagem Dulci Dantas


A segunda gaveta eu organizei itens de uso diário mas que não precisam ficar na bancada, causando um visual "entulhado", tais como cremes para o corpo, desodorante, absorventes, esfoliante que só uso uma vez por semana, lenços umedecidos, um rolo de papel higiênico extra, etc. Também é uma gaveta que abro somente ao me arrumar ou após o banho. 

Itens essenciais ao alcance da mão mas sem bagunçar a bancada.
Imagem Dulci Dantas


E a terceira gaveta - AMEI MUITO - eu pedi no projeto que ela fosse funda. É um caixote na verdade. Nela eu guardo o estoque das coisas que compro em viagens (Victoria's Secrets, Cetaphil e por aí vai...) e minhas compras mensais tais como shampoo, condicionador, sabonete líquido e em barra, pastas de dentes, hidratantes, algodão em discos... Como ela é uma gaveta funda, os produtos podem ser guardados em pé, sem o risco de derramar, além de ficarem bem organizados. E coube muitas coisas!!!

Gosto de comprar itens de higiene e toilette mensalmente para facilitar a vida, mas também não gosto de ter coisas demais porque acabam estragando antes mesmo de conseguir usar.
Imagem Dulci Dantas

Valeu cada centavo. A meta, agora, é só comprar o que cabe nesse gabinete, de modo a não entulhar o banheiro nem a bancada, muito menos meu armário. O melhor de morar em um apartamento por muitos anos e depois reformá-lo é que, no momento de projetar espaços e móveis, nós sabemos exatamente do que precisamos para o dia-a-dia. Fica bem mais fácil e o resultado costuma ser um prazer.

Nota: As fotos foram feitas exatamente como guardei as coisas, não quis produzir tudo perfeitinho porque EU SEI que, no dia-a-dia e na correria, ninguém tem gavetas e closet ultra impecáveis que nem nas fotos de revistas de decoração e organização. Espero que tenham gostado.


18 de julho de 2014

Amiguinhos de tecido


Amor em 100% algodão e bordado a mão.
Imagem Dulci Dantas


Atualmente tenho observado que as crianças têm muitos brinquedos de plástico made in China. Brinquedos que brincam sozinhos. Que a criança aperta um botão e o brinquedo dança, pula, toca, acende e pisca e a criança apenas fica assitindo. Gosto muito dos brinquedos chamados "educativos",   principalmente pelas experiências sensoriais que eles proporcionam. Tocar na madeira, no tecido e em superfícies variadas que estimulem os sentidos, como tato e olfato, pode ser um despertar interessante para a criança. Falo isto porque cresci no ateliê de costura da minha mãe, sempre em contato com texturas diferenciadas, e isso plantou em mim um grande interesse e amor pelo universo têxtil. Talvez por isso, desde que engravidei eu tinha em mente fazer alguns amiguinhos de tecido para meu bebê, ao invés de comprar um monte de brinquedos de plástico ou bichinhos prontos.


Macio e fofinho para acompanhar o soninho.
Imagem Dulci Dantas.

Essa semana saiu da minha máquina de costura mais um amiguinho para a Melina. Tive a idéia de fazer essa almofada em formato de elefante (estilizado, claro!), com orelhinha acolchoada. Sei lá de onde saiu a idéia, decidi fazer e fui fazendo... e no final o resultado foi esse da foto. Eu adorei. Espero que minha pequena também goste.


17 de julho de 2014

Vestindo o Lar dulci Lar

Cortinas, um acabamento aconchegante.
Imagem Dulci Dantas


Minhas cortinas chegaram! Até que enfim acabou a novela. Encomendei duas cortinas de tecido para os quartos e, além das cortinas terem sido entregues erradas, a segunda versão corrigida demorou muuuuito para ser entregue. Eu já tinha até ligado para o Procon para me informar dos procedimentos necessários para cancelar a compra e reaver nosso dinheiro. A sorte da empresa foi que a campainha aqui de casa tocou após exatos quinze minutos eu desligar o telefone com o Procon. Daí eu relevei e recebi, apesar do atraso e do aborrecimento em ser mal atendida.


Pregas francesas e uma sombrinha gostosa para o sono da tarde.
Imagem Dulci Dantas


Eu gostei do resultado pois eu queria algo simples e que deixasse os ambientes mais acolhedores. Escolhi um tecido em 100% poliéster - mas no toque nem parece fibra sintética! Escolhi o modelo com pregas francesas e achei que o caimento ficou ótimo. 

Não sabia que ia sentir tanta diferença nos ambientes devido às cortinas. Agora à tarde, enquanto escrevo este post, o sol entra no meu quarto, a luz está linda. A janela aberta para o prédio vizinho agora não me incomoda mais. 



16 de julho de 2014

A tal mala da maternidade




Contei para vocês como organizei as compras do enxoval. Mas e a tal da mala da maternidade? Muita gente veio me falar dessa tal mala... Daí descobri que tinha a mala da maternidade, da troca de fraldas, mala da mãe... "Para quê tanta coisa?", eu pensava. Então decidi ir por partes. Até o momento tenho uma mala para mim, de mão, pequena e simplérrima com meus pertences pessoais e necessaire para a maternidade. E tenho a mala do bebê, sobre a qual vou falar aqui.

Vamos entender a tal mala do bebê. Esta é uma mala ou bolsa ou sacola que toda gestante precisa levar para a maternidade com as roupas e mantas, além de alguns itens de higiene do bebê. Trata-se, na verdade, de uma simples mala ou bolsa de viagem. Nada além disso. 

Existem mil e um modelos nas lojas especializadas de artigos infantis e para bebês, todas a um preço muito alto, e que as vendedoras vão tentar empurrar de todos os jeitos dizendo que é um item de primeiríssima necessidade.  Mas eu decidi que não seria necessário comprar uma mala especial, em cores especiais, estampas especiais e preço para lá de especial exclusivamente para levar as roupinhas do bebê para o hospital. O que vai acontecer com essa mala especial depois que a criança nascer? Vai ficar ocupando um espaço enorme no meu armário, com pouquíssima ou nenhuma utilidade. 

Se você já tem uma mala pequena e boa, penso que está ótimo. Caso você não tenha nada do gênero, compre algo que seja útil no futuro também, para quando você e seu bebê forem viajar juntos. Algo durável, fácil de guardar e prático de ser manuseado em viagens. Imagina uma mala branca, sem rodinhas, toda em tecido bordado de ursinhos com acabamento em rendinha. Lindo não é? Super delicado, mas você nunca vai conseguir levar essa mala para um aeroporto sem se aborrecer, além de destruí-la. Ela vai para o hospital e depois vai ficar anos entulhando o seu armário, sem uso no seu dia-a-dia.

Malas de bebê. Lindas e românticas mas prefiro algo mais prático e durável
para o futuro com o meu bebê. Além do mais, a mala é do bebê, mas quem leva é a mãe.
 Por isso prefiro algo mais estiloso e menos cute-cute.

Eu, de minha parte, optei por comprar um modelo de sacola de viagem, em nylon, de uma marca que eu adoro. Mesmo sendo uma peça cara eu dei preferência a ela porque, além de já conhecer a qualidade e a durabilidade (tenho dois modelos menores que uso bastante e estão em ótimo estado), são sacolas de viagem muito versáteis e práticas. Impermeáveis, com alças em couro super resistentes ao peso, elas são dobráveis e ficam bem pequenas, de modo que você pode guardá-las em qualquer cantinho no seu armário. O modelo Pliage da Longchamp cabe o mundo, quem tem uma sabe disso. Uso a minha quando preciso de uma bagagem compacta para dormir um final de semana fora de casa, como bagagem de mão em viagens longas e até para levar material extra de trabalho para o escritório. São elegantes. Tenho certeza absoluta, por experiência própria, que Melina e eu faremos muitas viagens juntas, por muitos anos, em companhia dessa bolsa super curinga. 



Modelo Longchamp Le Pliage Toile (Nylon) Travel Bag
Imagens via site da marca Longchamp

O segredo está na modelagem quadrada do fundo da bolsa que gera um espaço enorme no interior.
Imagens via site da marca Longchamp.


Quando dobrada a Pliage transforma-se em uma pequena carteira cabendo em qualquer gaveta da sua cômoda ou armário. Também é uma prática opção para ser levada na mala de viagem como bolsa extra para compras.
Imagens via site da marca Longchamp.



Já que a mãe é que vai levar a bolsa, que ela seja chic e elegante, além de prática.
Imagem via site da marca Longchamp.


A cartela de cores é bem variada e você pode encontrar algumas lojas da marca no Brasil, em aeroportos internacionais ou pode comprar também através do site da marca.