24 de fevereiro de 2017

Lavar roupa todo dia?


Imagens via Pinterest


Você é do tipo que põe a lavadora de roupas para trabalhar todos os dias ou deixa acumular ao máximo, e daí passa o final de semana inteiro na função de lavanderia? Lavar roupas aqui em casa nunca foi um grande problema... enquanto éramos apenas um casal. Eu cuidava das minhas roupas, meu marido cuidava das dele e nós cuidávamos da roupa da casa como lençóis e toalhas. Daí chegou um bebê. E o bebê virou uma criança alegre e faceira, e que AMA brincar com terra e água, pular em poças de lama e rolar na grama. Depois disso, nunca mais o cesto de roupas sujas pareceu esvaziar. 

Me peguei colocando a lavadora de roupas para funcionar todos os dias, e enchendo um varal atrás do outro. Todo dia aquela função de separar a roupa, preparar a máquina e depois pendurar tudo para secar. O consumo de sabão em pó, amaciante e alvejante também aumentou. Eu pensava... "Não é possível ter que lavar roupas todos os dias! Eu tenho mais o que fazer da vida!" (como um blog para escrever sobre roupas sujas acumuladas, por exemplo! : ))

Pois é, quando a manutenção da vida doméstica sai dos trilhos, vemos o nosso tempo ser roubado por afazeres sem fim. Você chega cansado em casa e fica até tarde da noite pondo roupa pra lavar e pendurando no varal. Ou pior, chega no final de semana e é obrigado a abrir mão de algum programa bacana ou do seu merecido descanso para esvaziar o cesto de roupas sujas, e ter o que vestir na manhã de segunda-feira, claro!


Lave hoje ou ande nu amanhã. (Livre tradução)
Imagem via Pinterest.


Decidi colocar minhas habilidades gerenciais de análise de processo no jogo doméstico. Comecei a observar a entrada de roupas sujas. Todos os dias "dava entrada" no cesto pelo menos uma camisa do marido, duas a três trocas de roupa da criança. A cada três dias, uma ou duas roupas minhas. E daí descobri que a entrada de toalhas e roupas de cama estava abarrotando o cesto. Primeiro alerta! Não eram as roupas da Melina que estavam causando "gargalo" no meu processo de lavanderia. Era a nossa empregada trocando a roupa de cama mais vezes do que o necessário. Trabalhando aqui em casa duas vezes por semana, notei que o volume de roupas para lavar e passar havia se intensificado. Observações anotadas, passei a algumas ações práticas para reduzir esse trabalho. 

Em primeiro lugar reduzi a troca de roupa de cama. Como todo mundo aqui em casa vai dormir de banho tomado e pijama limpinho, os lençóis permanecem limpos e cheirosos por mais de uma semana, não havendo motivos para trocá-los com menos de dez a quinze dias. Às vezes, podemos trocar as fronhas com mais frequência, se necessário. Fiz o ajuste com ela, orientei, combinamos os dias de troca e notei que deu um respiro na montoeira de roupas dentro do cesto.

As toalhas são trocadas, a princípio, uma vez por semana salvo alguma exceção. Como em São José dos Campos o clima é bastante seco, as toalhas não ficam úmidas por muito tempo e não ficam com cheiro ruim nem mancham. Já no Rio de Janeiro, devido a grande umidade do ar, manter toalhas secas, perfumadas e sem manchas é um desafio. É necessário adaptar segundo o caso de cada um. 

E quanto as roupas da família, fiz uma escala de dias. As camisas do marido são lavadas todas juntas, uma vez por semana. Quanto as minhas roupas, deixo acumular a cada quinze dias ou mais para lavar. E as roupas da criança são as únicas que lavo duas vezes por semana, devido ao uso frequente na escola (não usamos uniforme escolar na escola da Melina). 

Alguns acreditam que lavar roupa é bucólico e contribui para o mindfulness... não eu!

Com isso, consegui reduzir a quantidades de dias de trabalho da máquina de lavar roupas para apenas três dias na semana. Em algumas semanas eu liguei a máquina somente dois dias! Foi uma otimização importante que me poupou um tempo significativo, além  de economizar água e produtos de limpeza. Consequentemente, a passadoira da roupa ficou mais prática e organizada, pois em uma dia temos apenas roupas de cama e banho, e nos outro dia temos apenas roupas da família.  

Às vezes precisamos encarar o trabalho doméstico com mais planejamento a fim de minimizarmos a função e otimizarmos os resultados. O que ganhamos com isso? Tempo para fazer aquilo que desejamos e nos dá prazer.  Para mim, já valeu o trabalho!

23 de fevereiro de 2017

Um lugar para descansar


Imagens via Pinterest

Educar as crianças para o sono é um dos maiores desafios que pais enfrentam na empreitada de criar filhos. Sempre que um recém-pai ou mãe encontra ou conhece outros recém-pais logo surge a pergunta: "O bebê dorme a noite toda?" ou " Dá trabalho pra dormir?". A privação de sono nos primeiros anos de vida é um mal para toda a família. Sofre a criança, sofrem os pais e irmãos. 

Há por aí muitos livros, textos, dicas e receitas que tentam ensinar os pais a criar uma rotina do sono para as crianças. O sonho de qualquer pai e mãe é que as crianças adormeçam diariamente no mesmo horário e cumpram toda a noite de sono, em torno de onze a doze horas. 

Curiosamente e, contraditoriamente ao meu ver,  tenho observado no mundo da decoração uma proliferação de quartos infantis multicoloridos, hiper decorados e muito excitantes. Alguns quartos mais se parecem com mini-creches ou espaços kids. Cores vibrantes, muitos brinquedos expostos, mini araras de fantasias a disposição, bibliotecas com dezenas de livros ao alcance da criança, materiais de desenho e pintura. Com tudo isso dentro do espaço do quarto, não me admira que as crianças não durmam. Quem vai querer dormir com tantas coisas legais para fazer e tantas possibilidades de brincadeiras disponíveis?

Pode parecer um quarto de sonhos, mas na real do dia-a-dia eu aposto que vive bagunçado.


Decoração para vender produtos ou para uma criança se desenvolver plenamente?

Particularmente, não acho que as crianças tenham que ter muitos brinquedos. O mundo já é um parque de diversões enorme, variado, instigante e interessantíssimo, disponível para a descoberta e exploração. As creches e escolas atuais já oferecem uma quantidade enorme de atividades para os pequenos. Fico me perguntando: Onde eles poderão chegar ao final do dia e ter aquela sensação gostosa e acolhedora de aconchego senão no próprio quarto? Mas se o quarto da criança é um parque de diversões, como é possível criar essa atmosfera de relaxamento e aconchego? Refiro-me as cores calmas, a meia-luz relaxante, a um ambiente organizado, arrumado e livre dos excessos de estímulos. 




O quarto infantil pode ser colorido, pode ter brinquedos e elementos decorativos lúdicos. Mas não precisa ter excessos. Gosto muito de materiais naturais pois considero que são relaxantes, aconchegantes e transmitem sensações como pertencimento, segurança e reconhecimento imediatos. Toque um pedaço de plástico e em seguida um pedaço de madeira e sinta a diferença. Coloque seus pés sobre um piso de madeira e sinta segurança. Coloque seus pés sobre um tapete de EVA e perceba como ele não é capaz de traduzir nenhuma sensação reconhecível pela natureza humana. Tem piso frio? Um tapete de fibras naturais pode fazer muito mais pelo conforto no quarto da sua criança do que qualquer outra opção de material sintético. Deite em lençóis de microfibra (sintética) e depois se enrole em lençóis de algodão, e sinta como estes último é agradável em contato com a sua pele.  

Permita que a sua criança tenha brinquedos, mas somente aqueles de que realmente gosta, que possibilitam criar brincadeiras, que tenham vínculo afetivo. E importante, que a própria criança seja capaz de recolocar de onde tirou. Decore o quarto da sua criança para ela mesma. Se o quarto possui uma decoração tão cheia de excessos e tão complexa para arrumar, será impossível ensinar-lhe a guardar os brinquedos e preservá-los.



Infelizmente, as crianças dos nossos dias têm passado pouco tempo em casa, devido ao modelo de vida que retira a família de casa e a coloca por oito a doze horas nos ambientes de trabalho. Mais do que nunca, me parece imprescindível que o lar seja acolhedor, calmante e sem sombra alguma de dúvida, um lugar seguro para apenas estar, sentir e ser. Pelo menos em um lugar do mundo "ser" ao invés de "ter" deve bastar. E esse lugar deveria ser o nosso lar. 


22 de fevereiro de 2017

Festa do Trem com Pipoca

Imagens Dulci Dantas, Andre Eleutheriadis e Cecília Falce

Em tempos de crise não está nada fácil fazer festa de aniversário para os pequenos. Ao contrário da festa de 1 ano da Melina (super planejada, desenhada, contratada e cara!), a festa de 2 anos aconteceu dentro de uma proposta bem caseira, simples, artesanal e feita com a ajuda dos amigos e da família. 

Ao completar 2 anos de idade as maiores paixões da Melina poderiam ser resumidas assim: Trem + Pipoca + Balões. Aqui em São José dos Campos há um trenzinho que passeia com as crianças nos finais de semana. Ele sai de um parque, dá uma volta pela cidade de aproximadamente 30 minutos e retorna. Melina vibrava e implorava todos os finais de semana para passear no trem, comendo pipoca e depois me pedia um balão de presente. 

O trenzinho de madeira fez sucesso! Simples e charmoso foi comprado na Oitopéia,
nossa loja de brinquedos preferida de São José dos Campos. 
















Como nosso salão de festas é muito pequeno e, felizmente, moramos em frente a uma pracinha (com parquinho para as crianças), tive a idéia de dar a festa na pracinha com pipoqueira, balões coloridos e direito a um passeio de trem. Foi sucesso total! Dentro do salão de festas preparei somente o necessário para o Parabéns: A mesa com bolo e docinhos, umas comidinhas simples para os pequeninos e bebidas. 


Mesa a espera do bolo.
Balões com acabamento de laços de fitas de cetim feitos pela vovó.

Toda a decoração ficou por nossa conta. Meu irmão enchia os balões, minha mãe dava os laços nos balões e eu ia prendendo na parede. Enquanto isso,  Melina pulava de alegria em meio a tudo e todos. 

E no copo de pipoca estouraram florzinhas!

Eu amo flores e queria muito fazer dois arranjos de flores naturais na mesa. Vi essa idéia das florzinhas brancas no copo de pipoca no Pinterest e reproduzi, acrescentando uma folha de papel de seda amarela e o balão com laçarote para dar mais destaque e altura ao arranjo.  




Hoje em dia existe uma variedade muito grande de brigadeiros e docinhos de festa. Eu optei pelos clássicos e comprei somente brigadeiro e beijinho na Brigadeiroca (São José dos Campos). E ganhamos de presente de duas grandes amigas uma caixa de bicho de pé (de morango) e outra de brigadeiros de limão siciliano. Uma delícia! Não sobrou nenhum!

Sucesso absoluto na festa! Brigadeiro de limão siciliano.
Presente da tia Ciça. Não sobrou nenhum!!!

A caixas utilizadas como base para os docinhos foram feitas por mim. Comprei duas caixas de presente na papelaria, utilizei a caixa e a tampa separadamente. Utilizei fita dupla face para forrá-las com papel listrado e de bolinha, comprados em uma lojinha de material para scrapbook. Em uma noite preparei as quatro bases.


Estrelinhas de papel cortadas uma a uma pela mamãe, e montadas em um palito. 


Uma das minhas preocupações com a comida eram os pequenos. Não preparei "comida e bebida para adultos", mas tive o cuidado de oferecer algo que as mães pudessem dar de lanchinho aos menorzinhos. Tínhamos crianças a partir de um ano e meio na festa, e sei bem como as mães ficam preocupadas com a hora de comer. Sei também que bolo de chocolate e brigadeiro nem sempre é opção para esta idade. Então preparei biscoitos de polvilho e copinhos com frutas, além de suco de uva integral sem açúcar nem conservantes. As saladinhas voaram!!! E os biscoitos também!!! E é muito bom ver a cara de alívio das mamães que não precisam sair correndo da festa porque precisam dar algo para as crianças comerem. 


Mini gaveteiro de madeira desmembrado. As gavetas viraram bandejas para os docinhos e
o corpo do gaveteiro proporcionou altura ao arranjo. Precisa mais?





No copo de pipoca sai biscoito de polvilho? Sai, sim senhor!

Saladinha de frutas rápida e gostosa: Morango + Uva Thompson + Uva Crimson

Também o bolo foi feito com muito amor e carinho por uma amiga da família. Eu escolhi o mais clássico dos clássicos: Chocolate com cobertura de brigadeiro! Na festa de aniversário de 1 ano (veja  AQUI)  eu optei por um bolo com pasta americana e não gostei muito. Apesar de ter ficado um bolo lindo, ele não era saboroso. Já no aniversário de 2 anos optei pela simplicidade saborosa. E como tudo foi feito com muito amor, ganhamos de presente esse trenzinho de enfeite, feito à mão pela filha da boleira. A Melina amou!


Tem bolo melhor do que chocolate com cobertura de brigadeiro?
O enfeite de trem encima do bolo foi presente da D. Maria e da sua filha, que carinhosamente prepararam o bolo da Mel.


Foi uma festa delícia! O passeio de trem - embalado por uma trilha sonora de sucessos infantis da década de oitenta e muito rock n'roll divertiu e encantou a todos. O dia de sol fez os balões e as crianças brilharem na pracinha. E o "Parabéns pra Você" foi vivido com alegria por todos, mas principalmente pela Melina. Ao final da festa nós estávamos felizes e nem um pouco cansados. Nos sentíamos relaxados e alegres por tudo ter dado certo e por ter sido feito com simplicidade, sem estresse e com um quarto do valor da primeira festa. Dá pra acreditar? Foi um aprendizado para os próximos anos: Menos é mais, de verdade!



17 de janeiro de 2016

Colméia em festa


Imagens Dulci Dantas e Suzana Rodrigues.

Decidimos comemorar o primeiro aniversário da nossa pequena Melina no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, meu marido e eu somos cariocas, mas residimos no interior de São Paulo. No Rio esttá parte da nossa família e amigos de infância, adolescência e início da vida adulta. A maioria deles ainda não conhecia a nossa Mel. Então decidimos fazer uma festa de apresentação da pequena, e de comemoração do seu primeiro ano de vida fora da barriga. 


Bolo modelado com pasta americana.
Fica lindo e perfeito, mas confesso que não é o bolo mais delicioso do mundo.

Escolhi o tema "Colméia em Festa: É o aniversário da Mel!!". Ficou lindo, do jeitinho que eu queria! A decoração ficou com a querida Danielle Cardoso, que deu conta do recado maravilhosamente bem, inclusive driblando os imprevistos que sempre surgem de última hora. Super pró-ativa, tomou decisões e iniciativas das quais eu não tive conhecimento na hora, mas que resultaram em uma festa mais linda do que eu poderia desenhar.

Está na moda utilizar mobiliário de madeira, inclusive de demolição, em festas infantis.
Eu adoro o resultado. 

Inicialmente tínhamos planejado uma grande mesa retangular de madeira de demolição, com gavetas, de onde caíam flores até o chão. Mas a mesa não entrava no elevador, nem passava na escada. De última hora a Dani reorganizou tudo em mesas redondas, e eu gostei muito do resultado.O salão, presente de um casal de amigos muito amados, era enorme, todo branco e tinha três grandes portas de vidro. Para colorirmos um pouco o ambiente, e torná-lo um pouco mais aconchegante, a Dani colocou cortinas amarelas, de um tecido transparente e bem leve. E arrematou com flores. Mudou completamente o ambiente e foi um dos detalhes mais elogiados da festa. 


Cortinas para reduzir o ambiente e torná-lo mais aconchegante.
No alto, lanternas japonesas com pequenas abelhinhas simulam colméias.
E flores, muitas flores!

Uma das exigências que eu tinha para o decoração era a utilização de flores naturais. Amo flores, e acho que elas tem o poder de embelezar mais do que qualquer elemento artificial de decoração. 



Para as mesas dos convidados, eu mesma preparei vidrinhos e garrafinhas decoradas com renda e fitinhas, e a Dani providenciou as flores.

Potinho de geléia decorado com renda (presa com fita dupla face transparente)
e arrematado com fita de cetim.
Simplicidade para não roubar a beleza das flores.

O bolo de colméia foi feito a partir de uma imagem de referência que eu pesquisei na internet, e ficou simplesmente igual!!! Eram as abelinhas mais sorridentes e simpáticas que eu já vi. Mas, como comentei anteriormente, a pasta americana permite um modelamento perfeito, mas não é uma coisa deliciosa de se comer. Aliás, não tem gosto de nada. O recheio salvou, mas na próxima festa vou optar por um bolo tradicional.


Cupcakes de abelinhas felizes.

Docinhos de leite ninho.

E como a maioria dos convidados era de adultos, eu não fiz lembrancinhas para as crianças. Preparei potinhos de mel orgânico de flor de laranjeira, mel em sachet e pães de mel.

Potinhos de vidro comprados em loja de decoração de festas. Foram esterilizados em casa pelo marido, que também encheu com mel orgânico de flor de laranjeira. Enquanto isso, eu fazia o acabamento com tecido e fita de cetim. Comprei uma tesoura de picote redondo para facilitar o trabalho e dar um acabamento melhor.
Pães de mel de lembrancinha.


A festa foi linda, os amigos curtiram e nós ficamos felizes apesar de toda a correria e loucura. Para quem é mãe de primeira viagem é bom ficar sabendo que uma festa assim (e olha que nós só tínhamos cinquenta convidados) deixa a gente bem louca. E que é super normal a criança chorar, estranhar todo mundo e sair em várias fotos com bico de choro. A melhor dica que eu posso dar é: Escolha um horário que não mude demais a rotina da criança e, se possível, não faça uma festa com convidados demais e música muito alta, pois a criança se estressa demais e daí perde a graça. 

Uma outra dica legal que posso dar: Contratamos um buffet de comida salgada e bebidas que todo mundo adorou. A 2Party&Eat (aqui link do Facebook). Além das comidinhas e bebidas virem todas personalizadas com o tema da festa, eles oferecem uma opção de cardápio para bebês e crianças. A Melina e mais dois amiguinhos dela - todos bebês em fase de papinhas e comidinhas leves - tiveram um jantarzinho especial com macarrão cabelinho de anjo com creme de mandioquinha, suco de mamão com laranja e sobremesa de purê de maça com iogurte natural. Foi um sucesso e um alívio para as mães, que após a comidinha puderam ficar tranquilas e curtir um pouco mais a festa!

Esta é uma dica legal, pois é muito comum - para quem tem bebês - chegar em festas de aniversário e não ter nenhuma opção de comidinhas. A gente acaba tendo que levar um lanchinho ou fruta na bolsa. 


16 de janeiro de 2016

Espaço único


Imagem via Pinterest


São muitas saudades. Saudades do blog, saudades dos leitores, saudades das idéias, dos textos, do planejamento, dos comentários, saudades de tudo. Após um ano e meio do nascimento de minha pequena Melina, a vida continua em transformação, em adaptação e muita dedicação. O tempo continua escasso, preenchido com minhas novas responsabilidades. Mas achei uma brecha, e corri para cá. Espero correr mais vezes. Afinal, caminhamos tanto com o Lar Dulci Lar nos últimos anos, como desistir dele? Não consigo. 

Criar e demarcar e se apropriar de um espaço só seu.
Imagem Apartment Therapy via Pinterest

Escolhi a imagem desse pequeno escritório pois ele simboliza a conquista e a demarcação (literal) de um espaço importante para nós. Todo mundo precisa de um canto para si, seja para pensar, para estudar, trabalhar, se embelezar, meditar ou o que for. Depois dos filhos é fácil perder esse espaço, e permitir que tudo acabe invadido pelas crianças. Eles sabem como se espalhar, não é mesmo? 

Para mim, nunca abri mão de uma escrivaninha para chamar de "minha", para meus papéis, minhas coisas, meus momentos. Sento na cadeira e junto meus pedaços, uno minhas partes, alinho sentimentos, pensamentos, palavras. Sonho, planejo, me comunico, visualizo, me expando a partir desse pedacinho de mundo. 

Minha escrivaninha virou trocador de fraldas durante o primeiro ano de vida da Melina. Depois, ficou seis meses soterrada por uma mistura amorfa de coisas minhas e dela. Revistas, agendas, roupinhas, meias, brinquedos... virou uma terra de ninguém! Aquele que, um dia, foi o QG do Lar Dulci Lar. Agora, pouco a pouco, começo a recuperar e delimitar meu espaço, com a consciência tranquila de que Melina precisa saber respeitá-lo assim como eu reconheço e respeito o dela. 

Não importa onde você se encontra. Crie seu espaço. Você precisa dele. Se aproprie dele e recrie o mundo a partir dele.